Croché para todos

Esta terça feira, 10 de novembro, da parte da tarde, na Biblioteca Escolar de Alvorninha, desenvolveu-se uma oficina de croché, aliás o croché passou a fazer parte do dia a dia escolar, quer se trate de crianças ou adultos, desde que aderimos ao Projeto das Mantas Solidárias. Com os contributos de alunos, docentes, auxiliares da educação, familiares e amigos,  numa semana, já conseguimos reunir para cima de oitenta quadrados de croché. Ninguém fica indiferente às cores e padrões  que apresentam os ditos quadradinhos que entretanto se vão colecionando e amontoando.

As crianças e alguns adultos desde logo  manifestaram a necessidade de aprender esta técnica de trabalhar os fios de lã e não há quem falte para a ensinar e encorajar o croché como forma de entretimento e relaxamento.
 
Então, hoje, alguns alunos, docentes e utentes do Centro de Dia de Alvorninha decidiram partilhar habilidades, experiências e sobretudo muita vontade de fazer do croché, mais um bom motivo para se trabalhar em conjunto. A boa disposição e a criatividade resolveram sem embaraço algumas pequenas dificuldades técnicas  e nem o toque para o intervalo  desmobilizou os participantes.  
 
Como dizia uma utente do Centro de Dia: "Isto é mesmo viver e aprender! Não é que aos 80 anos vim à escola aprender a fazer um pompom com um garfo!" Sim, porque a criatividade e as técnicas não têm limites, e há quem faça quadrados de croché e quem há os decore com pompons, lacinhos, flores de lã... numa interação constante.
 
Digo-vos, o bocadinho que estivemos juntos, apesar da enorme diferença de idades, foi da maior cumplicidade e camaradagem, mas  sobretudo, foi revigorante.
 
E depois das despedidas aos nossos amigos do Centro do Dia, quando regressava à biblioteca, onde já a minha colega começava a arrumar e a organizar os materiais, escuto, vindo casa de banho dos rapazes,  num tom transbordante de entusiasmo:
 
- Olha, já fizeste um pompom?
- Não, ainda não!
 
Então se ainda não experimentou as alegrias do croché, junte-se a nós! 
Ligue-se ao nosso fio de lã e juntos, rindo e crochetando, faremos a mais linda manta de lã! 
Comece hoje, não deixe para amanhã!
 
Profª Tânia Silva, amiga do croché
 
Nota: Se quiser temos lãs e agulhas é só aparecer!
 

O pássaro da alma

 
 
O Regresso à Escola não podia ter sido feito da melhor maneira: “O Pássaro da Alma “ de Michal Snunit fez as honras da primeira atividade da escola a ser apresentada aos alunos. Na sexta-feira, 18 de setembro, no refeitório da Escola Básica de Alvorninha, as docentes Clara Ramalho e Tânia Silva desenvolveram uma apresentação performática e encheram o espaço de luz e brilho feéricos. Numa atmosfera de encantamento, crianças e adultos foram confrontados com a necessidade de compreenderem a sua alma, que é como quem diz: “perceberem o que lhes vai na alma”.  
Afinal um assunto profundo e filosófico como a existência da alma pode ser tratado de forma simples e acessível, tal como fez a autora de “O Pássaro da Alma”.  
Se ainda não deu conta, saiba que no fundo do seu corpo mora a alma e no centro da alma, pousado numa pata, está um pássaro - O Pássaro da Alma.
Durante a apresentação ficou-se a saber que o Pássaro da Alma é feito de inúmeras gavetas, uma para cada um dos nossos estados ou sentimentos e o que temos de fazer é criar condições para conseguirmos ouvir o nosso pássaro e, assim, entender-nos melhor a nós próprios e aos outros.
 
“Então talvez seja boa ideia, à noite quando tudo está em silêncio – escutar o pássaro, pois ele está a falar de nós próprios.
Há quem o ouça muitas vezas,
Há quem o ouça raras vezes,
E há quem o ouço
Uma única vez na vida.
Mas vale a pena escutar o pássaro da alma que mora dentro de nós,
No fundo, lá bem no fundo da nossa alma.”
 
 (Adaptado de “O Pássaro da Alma - Michal Snunit)
 
 
 Michal Snunit
 
Michal Snunit, autora israelita, é lida e apreciada mundialmente e todos os seus livros, traduzidos em dezenas de línguas diferentes, têm constituído enormes êxitos. Tem sido considerada uma das melhores escritoras infantis contemporâneas e a sua obra originalmente destinada aos mais pequenos tem vindo a ser lida por adultos com o mesmo prazer.
 

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